
O Nexus 6 foi lançado em 2014 para mostrar as capacidades do Android 5.0 Lollipop. Agora que está a chegar a altura de ser substituído e já com o Android 5.1.1, avaliamos se ainda vale a pena pensar nele como uma opção válida.
Análise em vídeo
Design
Antes de mais, o Nexus 6 é grande. Mesmo grande. Na verdade, é o maior smartphone que já testámos. Tem 159,3 x 83 x 10,1 mm, o que significa que é ligeiramente maior que o iPhone 6s Plus ou que o Samsung Galaxy Note 5.
O seu design é muito semelhante ao da 2ª geração do Motorola Moto X, que também testámos. O que quer dizer que tem igualmente uma reduzida moldura em redor do ecrã, a curvatura da parte traseira que o torna confortável na mão, o alinhamento da câmara traseira com o símbolo da marca e o chassis e botões metálicos, que surgem do lado direito.

A parte da frente inclui o ecrã, a câmara frontal, o auscultador (que também funciona como altifalante) e os sensores de proximidade e de luz ambiente. Mais abaixo, podemos encontrar o outro altifalante, enquanto as teclas para Voltar, Início e Menu são virtuais.
A parte de trás do Nexus 6 é plástica e não permite o acesso à bateria. É aqui que também podemos encontrar a câmara principal, o flash LED e o microfone.

No topo, existe a saída de áudio de 3,5 mm e a ranhura para o cartão nano-SIM, enquanto que na base existe apenas a ligação micro-USB.
Ecrã
A principal razão do grande tamanho do Nexus 6 é o seu ecrã com praticamente 6”, o que na maioria das situações obriga a usar as duas mãos. O ecrã é um AMOLED de 5,96” com resolução de 1440×2560 píxeis (QHD, 493 ppp) com vidro Corning Gorilla Glass 3.

Nexus 4 vs. Nexus 6
Com um ecrã destas dimensões, a área útil para ver fotografias, vídeos ou páginas de internet é maior, os botões surgem maiores e até é mais fácil usar o teclado virtual. Além disso, ele é nítido, brilhante, com excelente contraste, cores vívidas e excelentes ângulos de visão.
Câmaras
A câmara principal do Nexus 6 tem um sensor de 13 MP com estabilização ótica de imagem (OIS), lente com abertura de f/2.0, Auto-Focagem (AF) e flash circular de 2 LEDs, para simular os flashes em anel profissionais. Já a câmara frontal tem apenas 2 MP.
A aplicação da câmara é bastante básica, mas rápida. Trata-se da aplicação desenvolvida pela própria Google e que inclui as habituais opções para registar Photo Spheres, Panoramas, fotografias sem e com efeitos (HDR+, Desfocagem da lente) e vídeos.

Uma particularidade do Nexus 6 é o facto de suportar aplicações que permitem registar fotografias no formato DNG (RAW), graças à nova API presente no Android Lollipop. A qualidade extra deste formato é evidente, bem como o tamanho dos seus ficheiros, que facilmente superam os 25 MB cada.
A qualidade das fotos registadas com a câmara principal do Nexus 6 foi bastante boa. Com luz abundante as fotos ficam nítidas, vívidas e com bom contraste. Contudo, nas fotos tiradas com luz fraca, o ruído torna-se evidente. Por outro lado, a estabilização ótica consegue eliminar a maioria das tremuras que, de outra forma, provocariam imagens tremidas.
No modo de vídeo existe a possibilidade de gravar vídeo com a resolução 4K (2160p) que exibe de facto maior detalhe. Contudo, tal como acontecia no Moto X, a busca de foco que por vezes surge pode arruinar a qualidade final dos vídeos.
É ainda possível gravar vídeos em Full HD e em 720p.
Software

Na altura desta análise, o Nexus 6 funcionava já com o Android 5.1.1 Lillipop. Como em qualquer dispositivo Nexus, existe a vantagem da ausência de qualquer skin ou quaisquer aplicações pré-instaladas das operadoras ou dos fabricantes, o que se traduz numa velocidade de funcionamento extremamente rápida.
Desempenho
O Nexus 6 está equipado com um chipset Qualcomm Snapdragon 805 com CPU Quad-core a 2,7 GHz e GPU Adreno 420, bem como 3 GB de memória RAM. Estas características, juntamente com o Android “puro”, contribuem para que este smartphone tenha um desempenho muito rápido. As aplicações carregam rapidamente, a navegação na web é fluída e o multitasking funciona sem qualquer problema.

A unidade testada tinha 32 GB de armazenamento interno, existindo ainda uma versão de 64 GB. O que não existe é uma ranhura para cartões microSD para expandir o armazenamento interno, pelo que é preciso escolher logo de início o armazenamento adequado para si. Em termos de conectividade, inclui 4G LTE, GPS (A-GPS e GLONASS), Wi-Fi 802.11ac 2×2 (MIMO), Bluetooth 4.1 e NFC.

A bateria tem a capacidade de 3220 mAh, carregamento sem fios Qi e carregamento rápido, que permite desfrutar de até 6 horas de utilização com apenas 15 minutos de carregamento. Para uma bateria com esta capacidade, esperávamos maior autonomia que apenas o dia completo ou, por vezes, o dia e meio que obtivémos. Com uso um pouco mais intenso, foi possível descarregar em menos de 14 horas (dia em que testámos a câmara).
Concorrentes
Na gama de preços e categoria de dispositivo do Nexus 6, encontramos também o Huawei Ascend Mate7 que é mais fino, tem uma bateria maior, uma câmara frontal de 5 MP e leitor de impressões digitais. Contudo, o Nexus 6 tem um ecrã melhor, um processador mais rápido e gravação de vídeo 4K.
Veredicto
Prós:
- Android Lollipop sem skins
- Ecrã
- Desempenho
Contras:
- Tamanho
- Não existe ranhura para cartões microSD
- Autonomia poderia ser melhor

Em resumo, o Nexus 6 tem um excelente ecrã e um desempenho extremamente rápido, que se deve ao seu processador, à memória RAM e ao Android sem skins.
Contudo, o seu grande tamanho, a ausência de ranhura para cartões microSD e a autonomia apenas razoável, poderá afastar alguns utilizadores.
Com os próximos dispositivos Nexus a serem anunciados muito em breve, será o Nexus 6 ainda uma opção válida? Pensamos que o anúncio dos novos Nexus poderá fazer descer ainda mais o atual preço deste smartphone. Se isso acontecer, o Nexus 6 poderá ficar com uma relação qualidade/preço difícil de recusar.
O Nexus 6 encontra-se disponível desbloqueado na loja online da Orange Portugal com 32 GB por 399,99€ e com 64 GB por 439,99€ (preços em setembro de 2015).






