
A Motorola anunciou a 2ª geração do Moto X afirmando que o design estava mais apurado, que possuía o Android puro e melhores controlos de voz. Analisámos este equipamento para perceber se a Motorola cumpriu as suas promessas.
Análise em vídeo
Design
O design da 2ª geração do Moto X tem semelhanças com a geração anterior, como a reduzida moldura em redor do ecrã, a curvatura da parte traseira que o torna confortável na mão, ou o alinhamento da câmara traseira com o símbolo da marca.

Só que agora ele é maior, porque o ecrã passou de 4,7” para 5,2”, e transmite uma sensação de melhor qualidade de construção, graças à sua moldura e botões metálicos. Segundo a Motorola, esta moldura metálica também funciona como antena para melhorar o sinal das ligações sem fios.

Apesar das suas dimensões atingirem agora os 140,8 mm de altura, os 72,4 mm de largura e uma espessura de 3,8 mm no ponto mais fino e de 9,9 mm no ponto mais espesso, o Moto X continua a poder ser usado com uma só mão e não é tão grande como o seu ecrã de 5,2” poderá sugerir.

A parte da frente inclui o ecrã, a câmara frontal de 2 MP, o auscultador e os sensores de proximidade e de luz ambiente. Para detectar os gestos da sua mão para, por exemplo, silenciar uma chamada ou consultar as notificações, existem sensores de infravermelhos. Mais abaixo, podemos encontrar o altifalante, enquanto as teclas para Voltar, Início e Menu são virtuais.

De um dos lados, podemos encontrar os botões de Power e de Volume, enquanto que do outro não existe qualquer botão ou ligação. Na parte de trás é onde se encontra a câmara principal, o flash LED, o logo metálico da Motorola e os microfones.

No topo, existe a saída de áudio de 3,5 mm e a ranhura para o cartão nano-SIM, enquanto que na base existe apenas a ligação micro-USB.
Ecrã
O ecrã é um AMOLED Full HD de 5,2” (1920×1080, 423 ppp) com vidro Corning Gorilla Glass 3 e é um dos seus pontos fortes. É nítido, brilhante, com excelente contraste, cores vívidas e excelentes ângulos de visão.

Apesar de ser AMOLED, não existe qualquer problema para ver o conteúdo do ecrã debaixo de luz solar intensa.
Câmaras
A câmara principal do Moto X tem um sensor de 13 MP, lente com abertura de f/2.25, Auto-Focagem (AF) e flash com duplo LED disposto em círculo em redor da lente, para simular os flashes em anel profissionais. Apesar da nova disposição do flash do Moto X, não notámos uma grande diferença face aos restantes flashes de smartphones.

A aplicação da câmara é bastante simples e rápida a abrir, sendo possível abri-la girando rapidamente o pulso duas vezes. Depois da aplicação aberta, é possível usar o mesmo gesto para alternar entre a câmara traseira e frontal. Para registar fotografias basta tocar em qualquer parte do ecrã, enquanto que tocar durante alguns segundos ativa o modo de rajada.

Ao deslizar o dedo da esquerda para a direita na margem do ecrã, são reveladas as opções como ligar ou desligar o modo HDR, escolher o modo do flash, ativar o modo de câmara lenta e vídeo 4K, o modo de fotografias panorâmicas, o temporizador, a localização, alternar entre o formato 4:3 e 16:9, ligar/desligar o som do obturador ou ativar/desativar o gesto para o lançamento rápido da câmara.

Existe também a aplicação Galeria que permite ordenar as fotos por data/hora, evento, etc. Inclui ainda o modo “Melhores momentos” que combina automaticamente fotografias e vídeos para criar um vídeo que depois se poderá partilhar.
A qualidade das fotos registadas com a câmara principal do Moto X foi razoável. Com luz abundante as fotos ficam nítidas e com bom contraste. Contudo, notámos uma tendência para a sobreexposição e nem sempre a reprodução das cores foi precisa. Além disso, as fotos tiradas com luz fraca ficam muito escuras e com muito ruído, e a qualidade das fotos panorâmicas é fraca.
No modo de vídeo existem algumas novídades interessantes. Existe a possibilidade de gravar vídeo com a resolução 4K (2160p) e a possibilidade de gravar vídeo Full HD em câmara lenta.

O vídeo 4K apresenta, de facto, maior detalhe. Porém, a falta de estabilização de imagem e a busca de foco que por vezes surge, podem arruinar a qualidade final dos vídeos. Os vídeos em câmara lenta não são mais do que vídeos Full HD gravados à velocidade normal, mas reproduzidos a metade da velocidade e, portanto, com metade dos frames por segundo ([email protected]) e da qualidade.
Software
O Moto X (2ª geração) funciona com o sistema operativo Android 5.0 Lollipop sem qualquer skin, o que o aproxima da linha Nexus. Em vez de uma skin, a Motorola incluiu apenas algumas aplicações como a Ajuda, Connect, Galeria, Migração, Moto e Spotlight.

Talvez a mais interessante seja a aplicação Moto, que reúne 4 funções: Assist, Ações, Voz e Ecrã. A função Assist permite que o Moto X fique automaticamente em silêncio enquanto dorme, e outros automatismos enquanto conduz, está em casa ou em reunião. As Ações permitem acenar para silenciar, girar o pulso para ativar a câmara (Captura rápida) ou ativar a função Ecrã para revelar as notificações ao aproximar a mão, enquanto a função Voz oferece vários controlos através da voz.

Desempenho
A 2ª geração do Moto X está agora equipada com um chipset Qualcomm Snapdragon 801 (MSM 8974-AC) com CPU Quad-core a 2,5 GHz e GPU Adreno 330 a 578 MHz, bem como memória RAM de 2 GB. Estas características, juntamente com o Android praticamente puro, contribuem para que o Moto X tenha um desempenho bastante rápido. As aplicações carregam rapidamente, a navegação na web é fluída e o multitasking funciona sem qualquer problema.

A unidade testada tinha 16 GB de armazenamento interno, mas não existe qualquer ranhura para cartões microSD, pelo que é preciso analisar se o armazenamento é suficiente para si. Em termos de conectividade, inclui 4G LTE, GPS (A-GPS e GLONASS), Wi-Fi 802.11 a/b/g/n/ac (compatível com banda dupla e ponto de acesso móvel), Bluetooth 4.0 LE e NFC.

A bateria tem a capacidade de 2300 mAh, o que, com uso moderado, permitiu 1,5 dias de autonomia. Com um uso um pouco mais intenso, foi capaz de funcionar praticamente 1 dia inteiro antes da bateria ficar sem carga. Contudo, no dia em que testámos a câmara do Moto X, ele descarregou completamente em menos de 9 horas (imagens abaixo).

Concorrentes
Na gama de preços da 2ª geração do Moto X, encontramos também o Samsung Galaxy Alpha que é mais fino, compacto e tem mais armazenamento interno (que a unidade testada). Contudo, o Moto X tem um melhor ecrã e um processador mais rápido.
Veredicto
Prós:
- Android sem skins
- Ecrã
- Desempenho
- Relação qualidade/preço
Contras:
- Não existe ranhura para cartões microSD
- Câmara
- Autonomia poderia ser melhor

Em resumo, a 2ª geração do Moto X tem um excelente ecrã, um desempenho irrepreensível, que se deve ao seu processador e ao Android sem skins, e uma relação qualidade/preço atraente.
Contudo, a ausência de ranhura para cartões microSD, o desempenho apenas razoável da câmara e a autonomia algo desapontante, poderão deixar alguns utilizadores relutantes.
Porém, pensamos que os pontos fortes do Moto X superam largamente os seus pontos fracos e, por isso, achamos que é uma das melhores opções desta gama de preços.
O Motorola Moto X (2ª geração) encontra-se disponível desbloqueado na loja online da Orange Portugal a partir de 379,99€ (preço em maio de 2015).






