
A crise parece estar a passar ao lado do mercado dos computadores, pelo menos em Portugal. As vendas gerais de computadores (incluindo portáteis e “desktops”) aumentaram 58,8 por cento no ano passado, mas foram sobretudo impulsionadas pelas vendas de portáteis, que dispararam 85,6 por cento.
De acordo com os dados divulgados pela consultora IDC, o mercado nacional de computadores, que inclui as vendas de portáteis e “desktops”, atingiu os 1,63 milhões de unidades em 2008, tendo crescido 58,8 por cento em relação a 2007 – um valor bastante superior à média de 16,8 por cento da Europa Ocidental.
No caso dos computadores portáteis, a diferença é ainda maior. Dos 1,63 milhões de computadores vendidos, 1,33 milhões eram portáteis, o que faz de Portugal o país da Europa Ocidental onde se vendem mais portáteis, em termos proporcionais. Em relação a 2007, o crescimento deste mercado foi de 85,6 por cento.
Do lado oposto estão os “desktops”, que viram as suas vendas cair 2,8 por cento em 2008, para as 303,8 mil unidades.
De acordo com Gabriel Coimbra, da IDC Portugal, “entre os principais factores impulsionadores da procura de PCs portáteis pelo mercado doméstico e pelas empresas portuguesas estão os programas e.escolas e e.escolinhas, a crescente concorrência entre fabricantes e ainda a introdução no mercado dos mini-portáteis de baixo custo”.
O estudo da IDC mostra ainda que a HP lidera o mercado nacional de computadores, seguida da Toshiba e da JP Sá Couto, que produz o portátil Magalhães.
Quando analisado apenas o segmento dos computadores portáteis, é a Toshiba que assume a liderança, seguindo-se a HP, a Asus e a JP Sá Couto.
Em relação às vendas de “desktops”, a HP detém a maior quota de mercado, relegando a Dell e a JP Sá Couto para o segundo e terceiro lugares, respectivamente.
Fonte: Público






