
Dois dias antes do esperado, o motor de pesquisa, ou melhor, o motor de decisão Bing, tal como a Microsoft gosta de lhe chamar, já está disponível em www.bing.com.
Até agora, e de acordo com as estimativas da ComScore, as pesquisas efectuadas nos E.U.A. através do live.com, o anterior motor de pesquisa da Microsoft, apenas representava 8,2% da quota de pesquisas naquele país. Com o Bing, a Microsoft não só espera superar essa quota como disputar a liderança dos motores de pesquisa com o Google.
O que traz de novo? Para começar, um novo design com a barra de pesquisa sobre uma atraente imagem que supostamente vai mudando. Os resultados aparecem com clareza e rapidamente como qualquer bom motor de pesquisa, mas agora com termos relevantes para a sua pesquisa a aparecer numa nova coluna à esquerda. É certamente uma forma de rapidamente aceder a mais informação relacionada com a sua pesquisa, embora esta coluna não surja em todos os termos que pesquisar.
Outra particularidade é a sua percepção de localização. Isto é, se pesquisar o termo “tempo”, ele sugere maioritariamente sites com a previsão meteorológica para Portugal. Embora seja já interessante, nos E.U.A. (e aparentemente também em Inglaterra) ele já é capaz de identificar a localidade onde o utilizador se encontra. Esperemos que esta precisão se vá entretanto alargando a outros países.
Pesquisar imagens também é um ponto forte do Bing. Depois de seleccionar “Imagens” e pesquisar por um determinado termo, surge uma listagem de imagens que com a passagem do rato revelam ainda mais informação. O tamanho do ficheiro e da imagem em píxeis, o site de origem da imagem, a possibilidade de pesquisar imagens semelhantes e comentar a imagem ficam agora disponíveis ao passar o rato sobre a imagem. Quanto aos vídeos, aparentemente essa secção não está ainda disponível em Portugal…
Alguma coisa menos boa? Por acaso sim. Talvez devido à imaturidade do sistema, ao pesquisar alguns dos termos verificamos que o Bing não devolve os resultados que estávamos à espera ou, se calhar, a que estávamos habituados com o Google. O que talvez também queira dizer que será necessária alguma aprendizagem para tirar total partido do Bing, tal como acontece com o Wolfram Alpha.
No entanto, e como se pode ver na página de entrada, o Bing está ainda em fase beta e muitas destas questões poderão entretanto ser resolvidas. Por isso, de que é que está à espera? Vá experimentar o Bing em www.bing.com! Ou então veja as potencialidade do Bing neste vídeo:
[Bing]
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1 Junho 2009
informática